Sabe qual é o pior frio?
Aquele que você sente na alma, ou é no coração?
É um frio que te arrepia os pelos do corpo, te faz bater o pé, olhar sem direção.
Sentir um nó na garganta, um choro com gemidos, gritos, tudo isso escondido.
É um frio que te deixa com medo, te põe num canto sem teu corpo estar.
Sentir tudo bagunçado, teu guarda-roupa, tua cama, teu caderno, tua bolsa, quando na verdade a bagunça está dentro de você.
É sentir que mexeram no seu castelo, mesmo que fosse de areia, era o seu castelo.
Você estava "construindo" seu conto, escrevendo entre as linhas, mesmo que fosse tortas ainda, uma história.
Eram potes, xícaras, pratos, copos, sabonete, toalhas...
Dias olhando pro teto, alguns sem fazer nada, alguns inventando o quê fazer.
Estradas, algumas com paradas.
Camas jogadas.
Os amigos antigos, aqueles de verdade, daqui, feliz da tal junção.
Dias no calendário que foram contados.
Chuveiro ligado.
O cabelo que fica claro.
Os pés que no vidro dança.
O teu tudo que era um nada sem intenção.
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Postado por Glitter Bone às 1:29 PM
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
como sempre singular comigo.
Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..."
Vinícius de Moraes
É bom ter amigos, velhos amigos.
Ver eles envelhecerem, os fios brancos dos seus cabelos aparecer e se sentir envelhecer ao lado. Envelhecer junto. É o sabor da vida, é o sabor de uma amizade.
Assisti-los ser pai, amigo, estar junto de você.
Preenche o ser.
É bom fazer amigos novos.
É bom ser seu próprio amigo.
Nesta foto acima eu estava com um amigo, um amigo de anos, muitos anos.
Eu estava admirando os fios brancos dos seus cabelos que agora começam a aparecer e pensei comigo mesma " Caracas! Que sorte a minha de poder ver os cabelos brancos dos meus amigos nascer e ainda estar envelhecendo junto a eles. Deus é muito bom comigo mesmo!".
Neste momento quando eu pensava Deus ser bom comigo, eu ser muito abençoada, eu fui dar um abraço neste amigo e foi quando este pássaro pousou em nossa mesa, beslicando meu pão.
-Por favor senhor pássaro, não se sinta incomodado, és mais que bem vindo por aqui.
Eu pensei ser muito abençoada. Ter muita sorte.
Estávamos falando sobre ser pai, de como a noite escurece e a cadeirinha na varanda.
Eu nunca tive pai, nem sei como é ter um, mas me lembrei de todos os pais maravilhosos que eu já conheci e me senti feliz por esses filhos ou filhas serem amados.
Eu sei que tem um pai que me ama e é bom comigo, eu sinto o seu amor a cada vez que me toca.
Quando meu coração está pequeno, quando minha alma por algum motivo quer sentir raiva, ele não deixa. Ele me faz ver através dos seus olhos, ele me preenche com o seu amor. Ele me faz acreditar que eu possa ser melhor.
Eu agradeci a este amigo por ele ser este pai, por ele ser este ser humano.
Ficamos olhando o pássaro e eu pedi para que ele não se mexesse para eu conseguir esta foto, o pássaro nao nos temeu.
Depois me vieram as dúvidas, como eu poderia saber quem era o macho ou a fêmea?
Olha a resposta:
"O macho é aquele, o mais bonito com a faixa vermelha nas costas. Ele é o mais bonito porque tem que seduzir a fêmea."
E eu:
-Ahhhhh!
Mas o correto é que se dá para saber a diferença em quem está sempre trabalhando, este pássaro se chama "Cacique" e o macho é muito preguiçoso. É a fêmea quem faz tudo.
"Cada um acredita no que quer".
Estes botes são os que se pega para fazer a atressia pelas águas do Rio e para dar uma breve passada pelas Cataratas. Você sai todo mollado, já na entrada te dão uma capa de chuva transparente, por isso eu lutei muito por uma amarela.
Nós também temos a nossa Aurora Boreal. O que se ouvia era só a música das cachoeiras.

No outro dia mais uma caminhada, um mate paraguayo, meus pés na famosa Garganta do Diabo e esta linda borboleta que pousou para mim.
Postado por Glitter Bone às 10:01 AM
Sexta-feira, Novembro 06, 2009
Postado por Glitter Bone às 11:46 AM
Este foi um texto que eu escrevi para um concurso, acredito que não tenha dado em nada.
Acredito também que as pessoas devem viver seus momentos. Devem viver o presente.
Devem se sentir, não devem se esquecer jamais!
Não podem deixar de escutar o coração. Não podem perder a razão.
A razão e a emoção estão sempre em conflito, ponha na balança o que é mais tua amiga. Eles podem te confundir.
Não tenha medo de assumir o sentimento verdadeiro, o teu coração e nem a tua razão.
Seja verdadeiro com você, teu coração e com o próximo.
Isso é pra mim, isso é meu, se tu não gosta do que lê ou o que vê isso aqui não é pra você!
Eu não sou pra você.
Eu não quero ter razão em nada, antes de ter razão eu quero ser feliz.
Isso eu li por uma conversa com uma pessoa que me emocionou.
Foi uma das últimas pessoas que me emocionou.
Ainda vou falar dela.
E olha que me emocionar nos dias de hoje é difícil...
Meu grande passo
Estudei fisioterapia e psicologia. Escolhi sempre a área da saúde, sempre quis fazer algo bom para o próximo. Desisti dos dois cursos.
Era meu lado coração que falava.
Este ano com 28 anos eu só sabia que queria voltar a estudar, eu ainda não sabia o que.
Foi bem na explosão da tal da Gripe A que eu resolvi dar um passo até o México. Por lá eu dei longos passos, longas caminhadas. Senti o vento bater no rosto, provei a sua comida exótica e um dia deitada na cama, olhando para o teto, no silêncio do quarto escuro eu então ouvi meu coração. Desta vez não foi meu lado coração que estava falando, eu realmente ouvi meu coração e quis por em prática o meu prazer maior, o de escrever.
Quando eu decidi o que estudar, quando eu optei por enfrentar a seleção do vestibular novamente estavam tirando o direito de diploma para meu curso escolhido. O jornalismo.
Eu dei mais este passo, eu enfrentei o vestibular, participei desta seleção e estou cursando Jornalismo aonde pego a estradas 5 vezes por semana.
Minha universidade fica a 1hora e meia de distância da minha casa.
Eu dei uma passo ao México na sua crise Gripe A, não tive um espirro.
Eu dei um passo enfrentando novamente o vestibular, onde entre meus colegas e eu a diferença de idade é de quase 10 anos.Eles são de mais, revigoram a alma.
Eu dei um passo investindo em um curso onde o diploma foi tirado.
Estou apaixonada por este meu passo, quero dar tantos passos dentro deste passo que desejo que meus pés fiquem com bolhas.
Estes pra mim não foram só passos, foram pulos.
Eu não tenho medo de dar passos, nem pulos.
Tudo é uma questão de opção. Eu só tenho uma opção, a de escolher qualquer coisa que não vá afetar a vida das pessoas na minha volta.
Se eu for fazer mal pra alguém, que eu faça para mim mesma.
Pois "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".
E quem não sabe o que quer não dá valor ao que encontra.
Postado por Glitter Bone às 12:57 AM
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Postado por Glitter Bone às 11:42 PM
Hojte teve chuva.
Dai eu cantei e dancei na chuva.
Duas opções:
-Singin' in the rain
ou
-Umbrella.
Quem canta seus males espanta!
Vamos gritar, vamos pular...
Postado por Glitter Bone às 5:37 PM
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Eu já estou sabendo desta exposição antes mesmo da inauguração dela, fiquei mega empolgada.
Pequeno Príncipe vira exposição em SP
Você não pode deixar de visitar a exposição sobre O Pequeno Príncipe na Oca, no Parque do Ibirapuera. A exposição começa no dia 22 de outubro e termina em 20 de dezembro e reúne filmes, fotografias, livros, manuscritos e desenhos inéditos. Tudo isso em um cenário assinado por Daniela Thomas e Felipe Tassara, que fará adultos e crianças sonharem.
Livro preferido de milhões de crianças no mundo inteiro - e de algumas milhares de misses - O Pequeno Príncipe foi criado por Antoine de Saint-Exupéry, escritor, poeta e aviador, e conta a história de um menino que é príncipe em seu mundo, mas um príncipe solitário. Ele veio do asteroide B612 para encontrar amigos. Mas, na Terra, ele também irá deparar com a solidão.
Espécie de "autobiografia discreta" de Saint-Ex (seu apelido na França), O Pequeno Príncipe é mais do que uma simples história para crianças, mas uma construção simbólica do que é a vida real. Escrito com uma linguagem acessível para todos, o enredo do menino do cabelo cor de trigo esconde ainda uma grande profundidade filosófica. Uma das passagens mais lembradas do livro é o dialogo do príncipe com uma raposa, que acaba se tornando sua amiga depois de vencer sua insegurança de se relacionar com homens, uma vez que sempre sofria com os caçadores.
A vida do autor é, diga-se, digna de um romance. Sua vida escolar não foi das mais brilhantes; mesmo assim, demonstrava grande interesse por mecânica. Começa sua vida de piloto no serviço militar. Seus primeiros romances são escritos a partir de suas experiências de viagem a trabalho, primeiramente fazendo a entrega postal do correio de Toulouse, na França, para a africana Dakar, no Senegal. Em seguida ele partiria para a América do Sul. A partir de 1932, a companhia em que Saint-Ex trabalha começa a passar por problemas e ele parte para a literatura e o jornalismo. Nesse período, realiza viagens para lugares como Vietnã, Moscou e Espanha, para fazer grandes reportagens.
Em 1939, o escritor com alma de criança deixa a França e parte para Nova York, onde se torna uma das vozes da Resistência durante a Segunda Guerra. Esperando encontrar mais ação, Antoine parte para a Sardenha e, em seguida para a Córsega.
No dia 31 de julho de 1944, é designado para uma missão, da qual não retornará jamais. Seu avião foi abatido e mergulhou para sempre no oceano. De tempos em tempos aparece algum destroço, atribuído como sendo do avião do piloto. Com tanto mistério em torno de sua morte, sua literatura é um grande presente para a Humanidade.
Participe dessa aventura e conheça o delicado e profundo mundo de um de seus príncipes mais nobres.
Postado por Glitter Bone às 1:59 PM




